Caldas Novas: Advogado de Daniel Silveira, Paulo Faria, se envolve em nova polêmica

Em vídeo (enviado abaixo), Paulo Faria se refere de forma ofensiva a uma juíza, chamando-a de “dondoquinha”, e critica um desembargador, afirmando que ele “não sabe de m* nenhuma e colocou o assessor pra assinar”. Faria também volta a atacar Alexandre de Moraes, chamando-o de “torturador safado”. O advogado é investigado por crimes como estelionato, associação criminosa e uso de documentos falsos.

O advogado Paulo Faria, conhecido por defender o ex-deputado Daniel Silveira, está novamente no centro de uma polêmica, desta vez em Caldas Novas, Goiás. Em um vídeo que circula nas redes sociais, Faria fez duras críticas ao Judiciário, dirigindo-se de forma pejorativa a uma juíza e atacando um desembargador.

Além das declarações polêmicas, Faria enfrenta investigações por crimes como estelionato, formação de quadrilha e uso de documentos falsos. A principal suspeita gira em torno de suas ações à frente de um grupo de Condôminos insurgentes do empreendimento Riviera Park, em Caldas Novas, onde ele estaria tentando criar um pool paralelo de locação, desafiando a convenção do condomínio e a administração do local. A disputa já gerou registros de denúncias na delegacia.

Histórico de conflitos com o STF e Alexandre de Moraes

Essa não é a primeira vez que Paulo Faria se envolve em embates com o Judiciário. Seu nome se tornou amplamente conhecido após uma série de confrontos com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, a quem o advogado já atacou publicamente diversas vezes. Em um episódio recente, Faria se referiu ao ministro de forma ofensiva, aumentando ainda mais a tensão entre ambos.

O advogado já entrou com diversos pedidos no STF contra decisões de Moraes relacionadas a Daniel Silveira, alegando abuso de poder e desrespeito à Constituição. Em resposta, o ministro aplicou uma multa de R$ 2 mil a Faria, acusando-o de litigância de má-fé por insistir em apresentar pedidos repetitivos. Mesmo após a punição, o advogado manteve sua postura desafiadora, afirmando que não se deixaria intimidar.

Acusações e impacto do pool paralelo em Caldas Novas

No caso de Caldas Novas, a disputa envolve um grupo de Condôminos insurgentes do empreendimento Riviera Park, onde Paulo Faria lidera um movimento para criar um pool de locação independente, desconsiderando as regras do condomínio. Além de ser alvo de denúncias, essa prática é vista como um problema para a cidade.

A criação de um pool paralelo subtrai clientes do pool oficial, prejudicando todos os Condôminos insurgentes que respeitam a convenção do condomínio, e promove concorrência desleal no setor turístico da região, oferecendo hospedagens por menos de R$ 100 sem pagar impostos como o ISS (Imposto Sobre Serviços). Isso prejudica hotéis e empreendimentos legalizados, que cumprem suas obrigações fiscais e garantem estrutura adequada para os turistas.

Além disso, a locação irregular tem prejudicado a imagem do hotel e atraído um público problemático para a cidade, incluindo pessoas envolvidas com tráfico de drogas e brigas, o que compromete a segurança local e pode prejudicar a imagem de Caldas Novas como um destino turístico familiar e seguro.

A situação se agravou com os insultos aos magistrados e a desobediência a ordens judiciais, o que pode gerar novas sanções contra Faria. Nos bastidores, juristas avaliam que as declarações podem configurar crime contra a honra de autoridades, além de comprometer sua defesa nos processos em andamento.

Com um histórico de confrontos e declarações explosivas, Paulo Faria segue acumulando inimigos no meio jurídico. Resta saber quais serão as consequências dessa nova polêmica.

Veja o vídeo: