Valorizar a cultura não deve ser visto como gasto, mas como investimento, diz jornalista

A cultura é um dos pilares fundamentais de uma sociedade. Ela expressa a identidade de um povo, preserva a memória coletiva, estimula o pensamento crítico e fortalece os laços sociais. Valorizar a cultura, e, consequentemente, os artistas e produtores culturais, não é apenas uma questão de entretenimento ou lazer, mas um investimento estratégico no desenvolvimento humano, social e econômico, em todas as esferas: municipal, estadual e mundial.

Cultura como identidade e pertencimento

No âmbito municipal, a cultura é o retrato mais próximo da realidade das pessoas. Festas populares, manifestações tradicionais, grupos artísticos locais, artesanato, música, teatro e literatura regional carregam histórias, costumes e valores que formam a identidade de uma cidade. Quando o poder público e a sociedade valorizam essas expressões, fortalecem o sentimento de pertencimento da população e promovem o orgulho de ser parte daquele território.

Para o jornalista Jairo Rodrigues, artistas e produtores culturais locais são guardiões dessa identidade. “Sem incentivo, reconhecimento e políticas públicas consistentes, muitas manifestações culturais correm o risco de desaparecer. Valorizar esses profissionais é garantir que as tradições sejam preservadas e transmitidas às futuras gerações.” comenta o profissional.

Impacto social e educacional

A cultura também exerce um papel essencial na formação social e educacional. Projetos culturais têm o poder de transformar realidades, especialmente em comunidades mais vulneráveis. Oficinas de música, dança, teatro, audiovisual e artes visuais promovem inclusão, ampliam horizontes e oferecem novas perspectivas de vida para crianças, jovens e adultos.

“Em nível estadual, políticas culturais bem estruturadas possibilitam a descentralização do acesso à cultura, levando oportunidades a cidades do interior e regiões historicamente menos atendidas. Isso contribui para a redução das desigualdades e para a democratização do acesso aos bens culturais.”, afirma Rodrigues.

Cultura como motor econômico

Além de seu valor simbólico e social, a cultura é também um importante motor econômico. A chamada economia criativa gera empregos, movimenta cadeias produtivas e impulsiona setores como turismo, gastronomia, moda, audiovisual e tecnologia. Investir em cultura é investir em desenvolvimento sustentável.

Artistas e produtores culturais são empreendedores que geram renda, movimentam a economia local e fortalecem a imagem de cidades e estados. Em nível mundial, a cultura é uma poderosa ferramenta de soft power, promovendo diálogo entre nações, valorização da diversidade e respeito às diferenças.

Valorização e políticas públicas

Para que a cultura cumpra plenamente seu papel, é fundamental que haja políticas públicas contínuas, transparentes e inclusivas. Editais, leis de incentivo, espaços culturais, formação profissional e reconhecimento institucional são instrumentos essenciais para garantir a dignidade e a sustentabilidade do trabalho artístico.

“Valorizar a cultura não deve ser visto como gasto, mas como investimento. Um investimento que retorna em forma de cidadania, educação, desenvolvimento econômico e fortalecimento democrático”, pontua

Um compromisso coletivo

A valorização da cultura é uma responsabilidade compartilhada entre governos, iniciativa privada e sociedade civil. Reconhecer a importância dos artistas e produtores culturais é reconhecer a importância da própria humanidade, da diversidade de vozes e da liberdade de expressão.

Em um mundo cada vez mais globalizado, defender a cultura em nível municipal, estadual e mundial é defender a memória, a identidade e o futuro dos povos. Onde há cultura valorizada, há sociedade mais consciente, criativa e humana.

Da Redação