Preço dos aluguéis comerciais teve elevação recorde no Brasil em 2024, aponta pesquisa

Cenário impulsiona modelo BTS, que ganha força no país

O ano de 2024 foi marcado pela elevação recorde nos preços dos aluguéis comerciais no Brasil, ficando três pontos percentuais acima da inflação oficial. É o que mostram os dados da variação do Índice FipeZap, divulgado no último dia 21. No período, os preços de locação de salas comerciais registraram um aumento de 7,88%, sendo o maior reajuste desde o início das medições do Índice FipeZap, em 2013.

Este cenário favorece um modelo de negócios que vem crescendo no país e ganhando adeptos entre empresários e investidores: o BTS, abreviação para Built to Suit, termo que em inglês quer dizer, em tradução livre, “construir para adequar”. Com a proposta de inovar na forma de locação de imóveis, o BTS proporciona diminuição dos custos e atende a uma maior quantidade de requisitos solicitados pelos locatários comerciais.

Na prática, funciona da seguinte forma: o interessado especifica o imóvel e o que ele precisa ter para atender à sua operação, incluindo construções para adequações e mobiliário. Os valores dessas obras de ajustes, assim como de todas as despesas de manutenção mensal, são diluídos ao longo do tempo de contrato, que é variável. Quanto maior a duração do contrato, maior a diluição dos custos de adequação.

“O BTS chegou para ficar, pois é totalmente baseado na necessidade do locatário, que recebe o imóvel do jeito que solicitou e já pronto para uso. É um modelo que é compatível para empresas dos mais variados segmentos e portes. O cliente, literalmente, só precisa chegar e trabalhar”, afirma Renata Bottura, sócia-fundadora da Muvita Coworking, que também comercializa BTS. Por mais que possa parecer complexo, o BTS é relativamente simples e vantajoso, pois diminui consideravelmente os custos operacionais, ajudando a impulsionar os lucros do locatário, que dispõe de uma sede totalmente planejada e adequada aos seus objetivos.

“Normalmente, os prazos dos contratos BTS, por serem personalizados, precisam ser maiores – que podem ser bianuais ou trianuais -, diferentemente das demais locações de nosso coworking, por exemplo, que podem ser feitas por hora, dia ou mês”, afirma Renata. Segundo ela, são muitas as vantagens que o empresário encontra ao contratar o modelo e uma delas é não precisar se preocupar com as diversas contas de infraestrutura, como IPTU, condomínio, limpeza, energia, internet, compras de insumos descartáveis de copa e banheiro.

Além disso, a empresa não precisa gerenciar a manutenção, pois está tudo incluído no contrato. “Os custos fixos mensais estimados para uma sala padrão com cerca de 30m² na região do ABC, alugada no formato tradicional, ultrapassam os R$7 mil. Uma sala do mesmo padrão, alugada pelo formato BTS, já com obra feita e mobiliada, custa R$74 mil, valor que será diluído no decorrer do contrato, o que dá uma economia mensal considerável”, finaliza Renata.

Diante do cenário de alta nos preços dos aluguéis comerciais, o modelo BTS se apresenta como solução estratégica e financeiramente vantajosa para empresas que buscam reduzir custos e otimizar operações. Ao oferecer flexibilidade, praticidade e previsibilidade financeira, essa modalidade se consolida como uma tendência em ascensão no mercado imobiliário corporativo. 

Sobre a Muvita Coworking

Há oito anos no ABC Paulista, a Muvita Coworking oferece soluções completas para empresas e profissionais, como coworking, salas privativas, endereço fiscal e salas de reunião por hora, com unidades em São Bernardo, Santo André e São Caetano. Com o slogan “Seu negócio em movimento, nosso suporte em ação”, a Muvita combina infraestrutura moderna e suporte estratégico para impulsionar ideias e negócios.